Daniel Dantas, The Great Evil, foi preso; solto; preso e está por aí.
Se o mesmo é culpado, a justiça será feita, mas e nós pobres mortais, que assistimos a tudo escandalizados e torcendo para ocorrer o imponderável?
Somos na realidade um joguete neste jogo. Pressiona-se magistrados; magistrado pressiona magistrado; associação de magistrados defendem magistrado pressionando outro magistrado, eta samba do crioulo doido!
Sobre o que se passa: tentativa de se fazer justiça ou tentativa de criar um estado policial, onde somente o executivo tem voz é outra história, para outro post. Agora dei um "CTRL C/CTRL V" no blog do Guilherme Fiuza (http://www.guilhermefiuza.com.br/index.php), cujo post abaixo é fora de série sobre o momento do torcedor brasileiro, que torce, sem saber para quem de fato.
"10 de Julho de 2008
País de torcedores
Se a Justiça prende Daniel Dantas e companhia, acerta. Se os põe em liberdade, erra. Assim é o Brasil, incluindo sua nata de esclarecidos: um país de torcedores.
As pessoas de bem acham que o banqueiro está metido em um monte de falcatruas, inclusive com dinheiro público. Ok, há indícios suficientes sobre isso. Como a Justiça pode então sequer pensar em deixá-lo solto?
Em primeiro lugar, Daniel Dantas não foi condenado. É acusado de uma série de delitos que precisarão ser comprovados pelo devido processo legal. Esconder provas? Ele tem um exército para fazer isso por ele. Aí vem a argumentação de sempre: “E se ele fugir? Olha o Cacciola onde foi parar…”
É muito oportuna a lembrança do caso Cacciola. Sabem por que ele fugiu? Porque a sentença que o condenou é absolutamente inconsistente. É patética.
Este signatário não tinha nada para fazer e atravessou suas 400 e tantas páginas. Há momentos em que se morre de rir, tal a infantilidade dos arroubos ideológicos ali contidos. Se Cacciola roubou muito, a sentença que o condena não sustenta isso. Por isso ganhou o habeas corpus. Por isso se mandou.
Nesse clima de torcida, vai acontecer o mesmo com Daniel Dantas. Muito espalhafato e pouca investigação profunda e contundente. Aí vem a sentença histriônica, dizendo o que a arquibancada quer ouvir, mas com pés de barro.
Aí o condenado, por mais pilantra que possa ser, se manda. E ri de todos nós."
sábado, 12 de julho de 2008
"País de Torcedores"
terça-feira, 22 de abril de 2008
Uma Parceria Brasil Paraguai
O Partido Colorado no Paraguai acaba de colher sua primeira derrota, nas eleições presidenciais daquele país nos últimos 60 anos.
A hegemonia de um único partido não faz bem para a saúde de nenhuma nação, basta ver o histórico de nosso vizinho, não só as estruturas políticas, mas também a economia não vai lá muito bem.
Fernando Lugo capitalizou todo o mal-estar social reinante no Paraguai e, apoiado por uma coligação heterogênea, venceu as eleições.
A qualidade de vida da população paraguaia é uma das piores na AL, fruto da corrupção, violência política e uma administração ineficiente total no âmbito governamental.
Itaipu é considerada, pelos paraguaios, como uma das causas de seus problemas, eles acham que o tratado assinado para a edificação da usina, rouba-lhes recursos.
Ocorre que o Brasil arcou com 100% da obra, assim este tratado que vigorará até 2033, em minha opinião não deve ser renegociado.
Agora, nossa diplomacia não pode cometer os mesmos erros cometidos com a Bolívia. Devemos tratar os desafios paraguaios como um problema sério a serem resolvidos. A região fronteiriça é um dos grandes problemas brasileiros, assim como do Paraguai. Não é de interesse comum, o transito ilegal de produtos manufaturados ou provenientes da criminalidade.
O Brasil deve encarar o Paraguai, e seu novo governo democraticamente eleito como um parceiro preferencial, até no âmbito do Mercosul, podemos contribuir com o desenvolvimento daquele país, talvez com tecnologia para o desenvolvimento da sua indústria, ou quem sabe investimentos, tirando proveito da própria energia que eles não estão consumindo, proveniente de Itaipu.
As oportunidades para brasileiros e paraguaios são muito grandes, com benefícios mútuos extraordinários, dando inclusive o exemplo para os “Evitos e Huguitos” da AL.
