Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Geraldo Jordão Pereira

Batatais é uma cidade interessante, possui uma boa infra-estrutura, faculdades, teatro, saúde publica se não exemplar, satisfatória, rede de ensino publica como todas no Brasil, aquém do necessário, mas acima da média.
Um ponto a ser destacado é o nosso passado. Por aqui passaram homens, nascidos ou não nestas terras, com grande saber e coragem, que infelizmente minha geração não consegue igualar.
Homens como Washington Luis e Altino Arantes por exemplo. Suas vidas fazem parte da história do Brasil: Washington Luis foi Presidente e Altino Arantes preteriu do cargo. São poucas as cidades no estado de São Paulo sem uma biblioteca e, para mim este simples fato revela a competência com que Altino Arantes governou São Paulo em sua época.
Washington Luis, como presidente é lembrado por muitos, como o que foi deposto por Getulio, mas seu governo não foi dos piores, construiu estradas e segurou o "rojão" durante a grave crise de "29". Foi também bom governador em São Paulo e, principalmente foi um magnífico Alcaide em Batatais.
Não há duvidas que estes personagens históricos, possibilitaram a Batatais enfrentar períodos de pouca imaginação de muitos governantes futuros, eles chegaram a altos cargos devido a seu grande preparo intelectual e capacidade de realizações.
Mas em minha opinião o mais ilustre brasileiro que aqui passou e, foi pelo mundo afora propiciar o progresso e desenvolvimento do ser humano, foi o batataense José Olympio Pereira Filho, cuja força e fina sensibilidade, ajudou a literatura brasileira, a alcançar o destaque que tem hoje no cenário cultural brasileiro.
Mas este post não é sobre "José", é uma homenagem a seu filho, Geraldo Jordão Pereira, que deu continuidade a obra de José Olympio, sendo o criador da Editora Sextante além da Editora Salamandra.
Geraldo Jordão Pereira nasceu no Rio de Janeiro, e sempre teve sua vida dedicada à cultura e projetos sociais, infelizmente faleceu em 12 de fevereiro aos 69 anos de idade.
Em duas ocasiões fez generosa doação de livros para bibliotecas de Batatais e colaborava para a revitalização da Biblioteca Publica Municipal.
O Brasil perdeu um grande intelectual, empreendedor e visionário. A cultura nunca morre, mas certamente sentirá a falta de mais um "Livreiro".