Há uma grande repercussão da máteria do jornal Diário de São Paulo, sobre a maçonaria no interior paulista, como alguns leitores, deste blog, não tiveram acesso ao jornal e, aceitando sugestões variadas, segue abaixo a máteria, para os leitores maçons e não maçons.
Maçonaria ganha o interior de SP com ritos medievais
Plantão - Publicada em 22/06/2008 às 11h16m
Gabriel Batista, Diário de S. Paulo - SÃO PAULO
Em um templo cheio de homens vestidos com uma espécie de beca e avental, o aprendiz tem que avançar com a perna direita em passos contados. O ritual de iniciação também inclui sons que deixam o novato apreensivo, como se um raio fosse cair sobre o salão - mas, no final, não acontece nada fora do normal. Ferramentas de pedreiro, régua, esquadro e prumo ficam expostos. E o venerável mestre segura um martelo.Afinal de contas, o que é isso? É apenas uma sessão da maçonaria. Uma associação fundada oficialmente em 1717, na Inglaterra, mas com raízes ainda na Idade Média (até o século XV). De acordo com os maçons, o principal objetivo dessa "sociedade secreta" é aperfeiçoar intelectual e moralmente seus integrantes. Em segundo plano, estão as ações de ajuda social.Embora pareça ter saído de um túnel do tempo, a maçonaria consegue novos adeptos no estado, principalmente no interior. Segundo a própria associação, o número de maçons paulistas passou de 44 mil, em 2007, para 48 mil neste ano. No interior, encontram-se pelo menos 70% dos integrantes.Para o grão-mestre José Maria Dias Neto, do Grande Oriente Paulista, um dos três segmentos da maçonaria no Brasil, a sociedade "discreta" - como seus integrantes preferem se autodesignar - avança mais no interior porque, como as cidades são menores, os adeptos mantêm contato dentro e fora da loja maçônica.- Na capital, o relacionamento entre as pessoas muitas vezes fica limitado à maçonaria - explica.O fazendeiro e dono de motel Paulo Costa Kehdi, de 52 anos, é um maçom de Barretos, a 424 quilômetros de São Paulo. Ele acrescenta que a maçonaria é mais popular no interior porque, em municípios menores, a ajuda a pessoas carentes aparece mais.- Aqui em Barretos, pagamos quartos na Santa Casa para pessoas que precisam. Se isso fosse feito na capital, ninguém perceberia - diz.A quantidade de maçons, no entanto, é considerada pequena no Brasil. Existem hoje 180 mil membros da "sociedade secreta" no país, que tem cerca de 190 milhões de habitantes. Nos Estados Unidos, os maçons somam 5 milhões de pessoas - os EUA têm população de 300 milhões de habitantes.A maçonaria não é uma religião, ao contrário do que muita gente pensa. Mas, para entrar na associação, é preciso, antes de tudo, acreditar em Deus. São aceitos católicos, evangélicos, muçulmanos, judeus, espíritas e praticantes de outras crenças.Para entrar, também é preciso ser indicado por um maçom. Em seguida, uma comissão investiga a vida do pretendente, para saber se ele tem algo que prejudique sua reputação, como uma dívida não paga no prazo.As reuniões são feitas nas chamadas lojas maçônicas, onde ficam os templos, uma vez por semana. Só homens podem integrar o grupo, mas, atualmente, suas mulheres participam de ações sociais e eventos abertos, como palestras e jantares. Os integrantes se comprometem a não revelar a pessoas de fora o que acontece nas sessões fechadas. Daí vem o mistério em torno da associação.A maçonaria foi criada em Londres pelos pedreiros livres, operários que sabiam lapidar as pedras com perfeição.- Por isso as mulheres não participam, pois não existe pedreiro mulher - explica Antonio Carlos Mendes, de 67 anos, mestre no segmento maçônico Grande Oriente do Brasil.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Maçonaria Cresce no Interior
sábado, 1 de setembro de 2007
CARTA DA MAÇONARIA PAULISTA CONTRA A CORRUPÇÃO
CARTA DA MAÇONARIA PAULISTA CONTRA A CORRUPÇÃO
Nós, maçons jurisdicionados ao Grande Oriente de São Paulo, federado ao Grande Oriente do Brasil e da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, reunidos na noite do dia 20 de agosto de 2007 na Capital do Estado, nas dependências da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em sessão solene comemorativa do Dia do Maçom, debatemos e aprovamos os seguintes princípios desta carta, denominada "Carta da Maçonaria Paulista Contra a Corrupção".
Tendo em vista que:
1. Vivemos no Brasil um cenário de exclusão social, onde, a miséria, o preconceito e a corrupção são os principais vilões do País emergente. A miséria leva à marginalidade milhões de pessoas; o preconceito afasta o indivíduo das relações sociais, marginalizando-o; e finalmente, a corrupção mostra a face mais sombria e tenebrosa dessa exclusão social, pois, como decorrência direta da malversação do dinheiro publico, faltam recursos para investimentos em educação, saúde, habitação, segurança e transportes. Assim, as populações mais pobres, que demandam a grande maioria dos serviços públicos, ficam prejudicadas, impedidas até mesmo de exercer o legitimo direito constitucional de ir e vir;
2. Combater a corrupção em todas as suas formas, é um dever maçônico e uma exigência da sociedade, acabando com essa epidemia social que subtrai do povo a possibilidade de uma vida digna e o pleno exercício da cidadania, negando a todos o direito à esperança de um futuro melhor;
E considerando que:
· A história pátria brasileira se confunde com a ação de vanguarda social exercida pela Maçonaria através de árduas lutas e conquistas nacionais, legando ao povo o desfrutar da verdadeira liberdade responsável;
· A permanente e relevante representatividade da Maçonaria na sociedade paulista e brasileira fazem-na uma força viva da sociedade;
· A constante preocupação da Maçonaria com as questões sociais regionais e nacionais, acompanhando a evolução humana e identificando um pensamento social cada vez mais exigente para o acolhimento de soluções sérias e definitivas, caracterizando um real interesse na valorização da família brasileira;
Concluímos que:
É necessário recuperar a moralidade publica e instituir a transparência como fio condutor das ações governamentais, criando através da Maçonaria sistemas de operação mais eficientes e permitindo melhor controle da gestão publica, viabilizando fiscalização efetiva e uma oitiva da vontade popular, incentivando a participação da sociedade nas questões de relevante interesse público. Portanto, as Potências Maçônicas que esta subscrevem decidem:
1. A Maçonaria atuará de maneira homogênea, exigindo dos maçons que se acham investidos em funções publicas, um comportamento ainda mais austero e compatível com o rigor da filosofia maçônica;
2. Estimular todos os maçons para que se transformem em focos permanentes de luta contra a corrupção na sociedade, trabalhando ainda para difundir essa luta junto a todos os cidadãos com quem convivem;
3. Acentuar em cada Loja Maçônica a importância da tomada de posição clara e firme que precisa ser tomada por ocasião das eleições municipais, estaduais e federais, orientando os maçons, e, sempre que possível, promovendo debates entre candidatos;
4. Criar no âmbito das Jurisdições maçônicas um Fórum permanente destinado à análise e discussão das origens, práticas e disseminação da corrupção, definindo e adotando ao final, medidas práticas e contundentes para extirpar todas as ramificações da corrupção;
5. Desenvolver um cadastro de restrição maçônica onde constem todos os nomes de pessoas envolvidas nas condenáveis práticas de corrupção e improbidade administrativa, mantendo tais indivíduos vigiados e afastados de qualquer contato maçônico, e sempre que possível, mantê-los fora do serviço publico;
6. Promover a construção de uma sociedade revigorada em seus princípios morais e sociais, baseando-nos para tanto na trilogia Liberdade, Igualdade e Fraternidade;
7. Para que sejam concretizadas as decisões anteriormente expostas, as Potências Maçônicas signatárias desta comprometem-se a manter uma comunicação comum e homogênea entre todos os maçons jurisdicionados, conscientizando-os da gravidade do problema e também da importância da participação individual para viabilizar as soluções propostas, a fim de obter um congraçamento de trabalho produtivo e sempre sob os auspícios do Grande Arquiteto do Universo.
São Paulo, 20 de Agosto de 2007.
Benedito Marques Ballouk Filho
Eminente Grão-Mestre do
Grande Oriente de São Paulo
Pedro Luiz Ricardo Gagliardi
Sereníssimo Grão-Mestre da
Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo
