
Estamos em 2018, os tempos de penúria e falta de políticas sérias para o desenvolvimento nacional finalmente acabaram.
Aquele povo, que não habita o velho continente, mas que fala uma língua latina e que foi colônia de Portugal, agora é um rico país, seu povo começa a finalmente saborear o gosto de ser membro da elite mundial.
O analfabetismo foi vencido, mas não foi só isso, a maioria dos jovens tem disponíveis universidades para o aprimoramento dos conhecimentos, o governo disponibiliza recursos para que os que assim desejarem cursar universidades no exterior, ou para que muitos possam fazer uma pós-graduação nas grandes universidades, seja da Europa ou nos USA.
Os fundos disponíveis também atraíram professores do exterior, o que elevou o nível de ensino da nação, que antes amargava uma das piores redes de ensino do planeta. O povo começa a sentir o gosto do pensamento, a perceber que a cultura e o conhecimento são bens tão importantes quanto aquele óleo negro, que possibilitou este salto gigantesco deste povo moreno e sofrido calcinado pelo sol abaixo do equador.
A exploração do petróleo no mar, também fez com que uma indústria voltada para sua extração florescesse e com isto a criação de empregos.
Meu Deus, finalmente o pleno emprego, com salários dignos e compensadores para todos. Estamos alcançando a verdadeira igualdade, não uma decretada por lei, mas a de fato, não há discriminação, onde há riqueza ninguém briga, não procura sonhos químicos, mas a plenitude do viver.
Os índices de vitalidade do povo atingiram patamares nunca pensados, o acesso à saúde, com equipamentos modernos, médicos bem formados e treinados, profissionais da área motivados com bons salários, tornou a saúde não mais um direito da população, mas sim fato consolidado.
O sorriso da nação passou a ter todos os dentes.
Há ainda alguns problemas, uma certa prepotência de alguns, mas nada que um povo com acesso total a informação e ao conhecimento não consiga mostrar a estes, o verdadeiro caminho da felicidade.
A idéia, de que graças à riqueza do petróleo torne o português uma língua de ensino obrigatório, em vários paises não passa de uma tolice de alguns nacionalistas exaltados, que não conseguem contaminar o restante do povo com seu fanatismo fora de época, ainda rescaldo do passado lamentável, onde havia tanto sofrimento.
Quanta fartura!
Quantas alegria!
Graças a um componente da chamada matriz energética da civilização, São Tomé e Príncipe, paises africanos, colonizados por Portugal, poderão, quem sabe, dependendo de seus governantes viverem em um paraíso, entretanto eles já perceberam que não devem gastar todos os recursos antecipadamente com coisas bobas, mas sim com seu povo, para tornar sua nação, um lugar feliz para seu povo.
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008
O petróleo que fala português
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