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sábado, 12 de abril de 2008

Blogagens





Atenção para os dias 18 e 28 de abril, teremos mais uma vez, vários blogs tentando divulgar lutas que todos nós gostaríamos de lutar.
Quem escreve ou quem lê não pode se furtar a apoiar estas batalhas programadas. Vou além, devemos incorpar permanentemente estas lutas, quem sabe nossos filhos e netos possam viver em mundo cada vez melhor.

sábado, 5 de abril de 2008

Blogagem Coletiva - "Abre Aspas"



"Convido vocês a participar da Blogagem Coletiva “Abre Aspas” que tem por objetivo ampliar ainda o espaço da poesia na suas leituras…
No dia 28 de abril você está convidado a postar uma poesia e uma breve biografia do autor da poesia escolhida por você. Então, “Abra Aspas” no seu blog, no seu tempo, na sua vida - para a poesia.
Considerações. Abre Aspas é o nome que sugeri a um espaço criado pela Sam em seu blog, porque acho que a poesia sempre encontra um espaço em nosso cotidiano, mesmo que a gente de forma distraída não perceba. Assim sendo, nada melhor que “Abrir Aspas” para observar o mundo a nossa volta.
O convite está feito, falta agora você confirmar presença nessa nossa festa literária. O local da festa já está reservado: será o seu blog…
No dia 28 de abril - Abra Aspas para a poesia…"

Colei o convite desta blogagem coletiva do blog da Lunna: http://acqua.wordpress.com/

sábado, 19 de maio de 2007

Poema-Fernando Pessoa

Ricardo Reis
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Os Deuses

Os deuses desterrados.
Os irmãos de Saturno,
Às vezes, no crepúsculo
Vêm espreitar a vida.

Vêm então ter conosco
Remorsos e saudades
E sentimentos falsos.
É a presença deles,
Deuses que o destroná-los
Tornou espirituais,
De matéria vencida,
Longínqua e inativa.

Vêm, inúteis forças,
Solicitar em nós
As dores e os cansaços,
Que nos tiram da mão,
Como a um bêbedo mole,
A taça da alegria.

Vêm fazer-nos crer,
Despeitadas ruínas
De primitivas forças,
Que o mundo é mais extenso
Que o que se vê e palpa,
Para que ofendamos
A Júpiter e a Apolo.

Assim até à beira
Terrena do horizonte
Hiperion no crepúsculo
Vem chorar pelo carro
Que Apolo lhe roubou.

E o poente tem cores
Da dor dom deus longínquo,
E ouve-se soluçar
Para além das esferas...
Assim choram os deuses.